As Cambalhotas Que Trazem Boas Novas

CAMBALHOTAS

Parece que de tempos em tempos minha vida precisa de uma cambalhota. Uma mudança de ciclo com ares de aventura. Junta também minha paixão por implementar.

Amo a fase em que as coisas precisam ganhar formado, espaços novos, situações inusitadas, vividas pela primeira vez. Vão se acomodando as coisas no seu devido lugar e meu coração já saltita de olhos arregalados pra fora do peito procurando um novo horizonte.

E durante muito tempo achei que isso era uma maluquice, até mesmo porque muita gente achava isso. Pra agravar, morei muito tempo no “mundo da importância dos outros”: O quê vão pensar, achar ou dizer?

Foi então que em 2010 uma bomba explodiu dentro de mim, bem no meio de um projeto que estava produzindo.

Foi lá em Sábados Azuis que surgiu uma nova cambalhota (das grandes).

Um balanço na alma daqueles de assustar.

Viajei meses pelo Brasil profundo, denso, estreito, brilhante.

De norte ao centro-oeste era tudo nosso.

Imagine ir catando por aí histórias de gente que fazia algo que mudará a vida das pessoas? Pense um tantinho só. Forte né?!

Fui me deparando com um João aqui, uma Maria ali e a coisa foi apertando por dentro.

Ué como essa gente muda tantos cenários e minha mente reside em qual roteiro vou me meter da próxima vez?

Eram pessoas que tinham uma vida de entrega e eu pequena demais diante de tanta gente linda. Dos ribeirinhos as aldeias pareciam uma mágica.

E foi então que decidi que precisa fazer muito mais pelos outros e por mim mesma.

O meu mundo estava girando numa direção tão desengonçada. Queria mais.

Fui viajando, viajando, vendo histórias e transformações até que cheguei na D. Margarida Fernandes em Ipameri, Goiás. Sinceramente? Todos deveriam ter a oportunidade de conhece-la. Soube hoje que está acamada e totalmente paralítica em função do AVC. O nome dela está marcado para sempre.

Naquela cidade todos tem alguma palavra de gratidão pelo projeto implantado por ela e que beneficiou centenas de pessoas. No contexto realizador é marcante o trabalho do Cerâmica Boas Novas.

Mas como pode? Uma mulher revirar um povo e estimular empenho por toda parte. Pode! Tem muito por aí, mas eu não estava nessa conta. Eu vivia a minha vida. O que fizera pelo outro ali virou pó.

Não precisei de hora para mudar tudo. Foram segundos.

Quando arrumei a mala de volta ao Rio sabia que jamais seria a mesma.

Tinha certeza que algo de muito forte tinha acontecido comigo e que muitas coisas não fariam mais sentido.

Sabe o motivo de contar isso para você?

Para que você encontre seus motivos, suas cambalhotas. E que na vida a gente consiga sempre Boas Novas pra ter uma alma com atitude.


Anete Pitão
Coach e Mentora – Criadora do Studio Jovem
Idealizadora do Programa Geração de Impacto
Delete sua versão ok. Desperte sua versão uau.

Postado em 22 de janeiro de 2017 Categoria Mentoria

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